Catorze meses.

A ansiedade mata.

É tão simples. Morrer aos bocadinhos, lágrima atrás de lágrima. Tenho que tomar mais um valdespert. Funcionou bem, aquela vez que. É mais um medo. Mais uma carência. Mais uma frase com reticência e respirar mata.

A ansiedade mata. Mais um cigarro. Mais um cinzeiro cheiro. Mais um peso no peito - já não chega o peso na alma?

É a insegurança de estar a fazer tudo errado, de novo. É a insegurança de não mandar uma para a caixa. Se não é o trabalho, é a família. Se não é a família nem o trabalho, é o namorado. Se não é a família, nem o trabalho, nem o namorado, são os amigos. E aos poucos, a ansiedade mata.

São quase 14 meses de não ter rumo. De negar. Negar. Negar. Não tenho. Não é nada. Já passou. É só mais uma crise. São só mais 20 minutos de dormência muscular. Um sorriso. E já passa. E não passa. E não passou. E a ansiedade mata.

É mais um dia à procura de uma saída que não existe. É mais um dia a pisar uma tampa que teima em saltar. Parece água a ferver. Transborda. Ferve demais. Está muito cheio. E a ansiedade, aos bocadinhos, mata.

Eu, vou morrendo. E tentando não deixar que a ansiedade me mate.


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